TÍTULO:     
LEVANTANDO OS MUROS DA CIDADE

Ezequiel 22:29-30

 Este capítulo de Ezequiel contém uma descrição de Jerusalém que muito se assemelha a grandes cidades dos nossos dias, como Campinas. Logo no primeiro versículo, o termo usado pelo Senhor é cidade sanguinária.  A seguir, o Senhor ordena ao profeta que confrontasse a cidade com todas as suas práticas repugnantes (v. 2). Eis os pecados da cidade que levam seus muros a ficarem ruídos – e isto significa mais do que ficar à mercê de exércitos inimigos, significa ficar sem bênção do Soberano e exposta aos ataques do inferno.

a) O sangue derramado na cidade (v. 3) Ó cidade, que traz condenação sobre si mesma por derramar sangue em seu meio...

b) A idolatria na cidade (v. 3) e por se contaminar fazendo ídolos!

O derramamento de sangue e a idolatria são pecados que andam entrelaçados. Por isso são denunciados conjuntamente: Você se tornou culpada por causa do sangue que derramou e por ter se contaminado com os ídolos que fez... (v. 4).

Estes dois pecados repercutem na vida da cidade com uma série de abominações muito bem descritas nos versos de 6 a 12 – uma série de pecados que são decorrentes da ação dos principados de violência e idolatria: desonra aos pais, desprezo aos carentes, calúnias, lascívia, incesto, imoralidade sexual, adultério, suborno, usura, extorsão, etc.

O profeta ainda descreve os pecados de Jerusalém a partir do verso 23: a ganância dos líderes, roubos via corrupção, sacerdócio corrompido (não fazem distinção entre o santo e o profano), mortes e violência por parte dos oficiais (v. 27), falsos profetas: O povo da terra pratica extorsão e comete roubos; oprime os pobres e os necessitados e maltrata os estrangeiros, negando-lhes justiça (v. 29).

O verso 30 descreve o lamento de Deus que afirma haver procurado em toda a cidade alguém que erguesse um muro e se colocasse em intercessão em favor da cidade, e não encontrou.  Nossa função como cristãos em Campinas é nos colocarmos como edificadores de muros e intercessores em favor da cidade. Não podemos nos conformar em ver a cidade tomada pelo pecado.

Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nenhum.

            A falta de um intercessor – reparador de muros – levou o Senhor a sentenciar a cidade a castigos terríveis (v. 31).  Quantos problemas em Campinas se devem à omissão dos cristãos?  Quanto a cidade ganhará quando os cristãos se colocarem na brecha da intercessão?

            Há poucos dias terminei de ler um livro que muito me abençoou, de Rick Joyner.  Num dos capítulos do livro, o autor escreveu sobre acusação e intercessão.  Na Bíblia o acusador-mor é o Diabo (diabolos é acusador, em grego).  Por outro lado, conforme Hebreus 7:25, Jesus é o nosso intercessor permanente.  Quantas vezes assumimos a diabólica função de somente acusar? Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude a sermos como Cristo, intercessores.  Assuma agora mesmo o compromisso de deixar de ser acusador e se disponha a ser um intercessor – especialmente um intercessor em favor da sua cidade e de sua nação.

 

Paulo Rogério Petrizi