TÍTULO:
ALIMENTAR O REBANHO:
DESAFIO DO PASTOR
TEXTO:
Prov
27:23, 25-27
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Que
grande privilégio, o ser pastor! E como pastor, que grande privilégio, o
alimentar as almas das ovelhas do Senhor com o alimento espiritual da Palavra de
Deus.
A responsabilidade é na proporção do privilégio! Que grande responsabilidade
a do pregador!!!
De fato a pregação é a principal tarefa de um pastor.
A exemplo de Jesus, que conforme Lc 4:42-44 “pregava nas sinagogas da
Judéia” “Kerusso”, ‘proclamar, anunciar como um arauto’. Mc 1:14 diz
que Jesus foi para a Galiléia “pregando o Evangelho de Deus”.
Mt 9:35 “pregando o evangelho do reino”.
Mc 3:13-15 nos diz “depois subiu ao monte, e chamou a si os que ele mesmo
queria; e vieram a ele. Então designou doze para que estivessem com ele,
e os mandasse pregar...”
Lc
9:2 “E os enviou a pregar o reino de Deus e a fazer curas”
A pregação também era a tônica do ministério de Paulo:
2Tm 4:17 “Mas o Senhor esteve ao meu lado e me fortaleceu, para que por mim
fosse cumprida a pregação”
Neste
mesmo capítulo 4 de 2Tm
Paulo recomenda: “Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo”.
O
célebre pregador inglês falecido no princípio da década passada concordava
com a primazia da pregação:
No
afã e sermos competentes neste santo ministério da pregação devemos encarar
alguns dois desafios:
1º)
O
desafio de conhecer as ovelhas
v.
23 “Procura conhecer o estado das tuas
ovelhas; cuida bem dos teus rebanhos”
o
exemplo de Jesus: João 10:27
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas
me seguem”
O
desafio da contemporaneidade, da relevância da pregação para o ouvinte. O
desafio de responder às suas questões. De falar sobre seus problemas. Suas
necessidades.
O desafio de conhecer o homem moderno.
Francis Schaeffer em “A Morte da Razão”
“A responsabilidade da Igreja Cristã não é apenas professar os princípios
básicos da fé cristã, à luz das Escrituras; cumpre-lhe comunicar estas
verdades imutáveis à geração em que situa.
Cada geração cristã defronta com este problema de aprender como falar a seu
tempo de maneira comunicativa. É problema que se não pode resolver sem uma
compreensão da situação existencial, em constante mudança, com que se
defronta.”
É
preciso conhecer para poder diagnosticar as reais necessidades do rebanho.
2º) O
desafio de dar o alimento que as ovelhas precisam
v. 25
“Quando o feno é
removido, e aparece a erva verde, e recolhem-se as ervas dos
montes...”
A
incapacidade do pregador em oferecer os alimentos que as ovelhas precisam irá
enfraquecê-las, espantá-las do aprisco, desanimá-las, torná-las
improdutivas... para
que alimentemos nossas ovelhas:
a)
Intimidade com o Espírito Santo
Os
diversos afazeres do ministério nos podem privar nesta intimidade, desta
preocupação mais vital e fundamental para nosso principal ofício, pregar.
John
Henry Jowett, no livro “O Pregador: Sua Vida e Obra”
“no ministério os Senhores não demorarão a descobrir que é possível estar
o ministro barulhentamente ocupado com o que diz respeito ao lugar santo e ao
mesmo tempo
perder a maravilhosa percepção do Senhor Santo.”
Outra
razão que pode afastar o pregador do auxílio do Espírito é o orgulho (auto
suficiência). Lloyd-Jones afirmou que esta é “a mais letal de todas as tentações
que podem assaltar a um pregador”.
Charles
Spurgeon defendeu a busca do auxílio do Espírito Santo como fundamental à
eficiência do pregador. Ele foi capaz de encontrar oito motivos para esta
busca:
a) Porque Ele é o Espírito de Conhecimento
b) Porque Ele é chamado Espírito de
Sabedoria e sabedoria é a arte de usarmos acertadamente o que conhecemos
c) Porque precisamos do Espírito como a
brasa viva tirada do altar tocando nossos lábios
d) Porque Ele age como óleo que unge, e
isto se relaciona com todo o trabalho da pregação
e) Porque dependemos do Espírito para
produzir o objetivo que temos em mira, traspassar o coração dos homens
f) Porque Ele é o Espírito de súplicas,
que faz intercessão pelos santos e é preciso que abundante oração acompanhe
a pregação zelosa
g) Porque Ele é o Espírito de santidade e
uma parte muito considerável e essencial do ministério cristão é servir de
exemplo
h) Porque Ele é o Espírito de
Discernimento e conhece as mentes dos homens.
b) Dedicação ao Ministério da Pregação
Pregação
eficiente exige empenho, trabalho, dedicação.
Spurgeon
escreveu: “Subir ao púlpito normalmente despreparado é presunção imperdoável.
Nada poderá rebaixar-nos mais efetivamente no nosso ofício”
É
preciso haver a consciência de Davi, quando comprou a eira de Araúna: “não
tomarei para o Senhor o que é teu, nem oferecerei holocausto que não me custe
nada” (2 Cr 21.24).
c) Criatividade
Nelson
Kirst, no livro “Rudimentos de Homilética” diz que o bom pregador é aquele
que consegue provocar no ouvinte o efeito surpresa,
a sensação da descoberta, que o leva a dizer mentalmente “poxa, mas
é mesmo!”.
Uma
pregação enfadonha atrai nenhum interesse.
Variedade
na pregação.
Para
John A. Broadus, o fato de uma pessoa não ter uma mente criativa a desqualifica
para a função de pregador:
“Se uma pessoa não tem poder inventivo, terá errado sua vocação quando se
propôs a ser pregador. Depois do caráter e da piedade, esse é o elemento mais
importante do seu
equipamento.”