2.4  A Elaboração Secundária

              Consiste num processo psíquico em que o sonho é remodelado, com a finalidade de apresentá-lo sob a forma de uma história relativamente coerente e compreensível.  Este processo visa tirar a aparência de absurdo e incoerência do sonho, tapar seus buracos, remanejar seus elementos, realizando uma escolha entre eles e fazendo acréscimos.  Constitui um segundo momento de trabalho do sonho e incide sobre os produtos já elaborados pelos outros mecanismos.

            Freud ainda definiu a elaboração secundária como um efeito da censura,  mesmo considerando que esta tem um papel não apenas negativo, podendo também produzir acréscimos.

            Altman explica este fator chamando-o de “revisão secundária”.  Afirma que todas as minuciosas medidas empregadas para disfarçar os pensamentos oníricos latentes estão às ordens do nunca totalmente adormecido ego do sonhador.  A censura, que proíbe a expressão de impulsos inconscientes nas formas que naturalmente assumiriam, opõe-se aos fenômenos regressivos, inclusive o sonho.  Acrescente ainda que, embora o ego muitas vezes impulsionado pelos requisitos do superego, forneça o motivo para a distorção do sonho, nem sempre fica satisfeito com os resultados.  Esta elaboração secundária, portanto, é um último esforço para tornar o sonho aceitável, sendo mais um fator para a distorção onírica. É nesta fase da elaboração que o sonho ganha continuidade e alguma lógica.

   2.1  O Conteúdo Latente do Sonho
   2.2  O Conteúdo Manifesto do Sonho
   2.3  A Elaboração do Sonho
            2.3.1  Dramatização ou concretização
            2.3.2  Condensação
            2.3.3  Desdobramento
            2.3.4  Deslocamento
            2.3.5  Representação pelo oposto
            2.3.6  Representação pelo nímio
            2.3.7  Representação simbólica
   2.4  A Elaboração Secundária