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ORAÇÃO DEBAIXO DE UM ZIMBRO No sul de Berseba ficava o deserto do Neguebe e depois o do Sinai. Era uma terra de ninguém. Após viajar por um dia sob o escaldante calor do deserto, Elias caiu desfalecido sob um zimbro. Embora o zimbro jamais pudesse ser confundido com um frondoso carvalho, quando se está no deserto qualquer sombra é bem-vinda. Alguns tradutores chamam-no de junípero, mas trata-se, na realidade, de um arbusto do deserto, com ramos delgados, folhas pequenas e amarelas.
A oração de Elias sob o zimbro foi de profundo desânimo: Basta;
toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que
meus pais. (I Reis 19:4). A propósito, essa é a Quarta fez que o primeiro livro dos
Reis menciona que Elias orou. Na
primeira vez, um filho foi restaurado à vida;
na Segunda, caiu fogo do céu;
na terceira, vieram chuvas após uma seca de três anos.
Mas dessa vez Deus não atendeu ao pedido de Elias.
A oração de Elias não fazia sentido.
O profeta estava fugindo de Jezabel para salvar a vida, mas agora
pedia que Deus a tirasse! Estava
tão confuso quanto nós às vezes ficamos em nossas orações.
Felizmente o Espírito Santo é o grande esclarecedor de nossas
orações confusas. As
palavras de nossos pedidos surgem em certas ocasiões tão misturadas
quanto um novelo de lã depois de dois gatinhos levados terem brincado
com ele. Mas o Espírito desembaraça tudo pacientemente e apresenta ao
Pai.
(PETERSEN,
William J. Elias, Um Hom |