PRISIONEIROS DE JESUS

            O apóstolo Paulo se chama de “prisioneiro de Jesus” pelo menos quatro vezes: duas em Efésios (3:1 e 4:1) e duas em Filemon (1 e 9). Uma vez se apresenta como “embaixador em cadeias”(Ef 6:20). Duas vezes se declara algemado por causa de Jesus (Cl 4:3 e 2 Tm 2:9). Quatro vezes menciona o nome dos que eram seus companheiros de prisão: Andrônico e Júnias (Rm 16:7), Aristarco (Cl 4:10), Onésimo (Fm 10) e Epafras (Fm 23). Em 2 Coríntios, Paulo conta que esteve preso várias vezes, mais vezes que os demais apóstolos (2 Co 11:23).

            Pelo que sabemos, Paulo passou pelas prisões de Jerusalém, Cesaréia, Filipos e Roma. Ele fez sua quarta e última viagem missionária como prisioneiro, chegando à capital do Império para um período em prisão domiciliar, sempre na companhia de um soldado que o vigiava. Apesar de não poder sair de casa, durante dois anos, transformou aquele imóvel alugado num lugar de reuniões (At 28:16-31). Por essa razão, escreveu a Timóteo: Estou sofrendo até algemas, como malfeitor; contudo, a palavra de Deus não está algemada (2 Tm 2:9).

            Na leitura de suas epístolas pastorais percebe-se claramente que Paulo era de muito bom grado o prisioneiro de Cristo Jesus em outros sentidos:

Era prisioneiro de Jesus quanto ao caráter: ele crucificava a carne com suas paixões e seus desejos (Gl 5:24);

Era prisioneiro de Jesus quanto à doutrina: recusava outro Cristo (2 Co 11:4), outro evangelho (Gl 1:6), outra doutrina (1 Tm 6:3);

Era prisioneiro de Jesus quanto à esperança: a escatologia de Paulo tinha como alicerce a morte e ressurreição do Senhor (1 Co 15:14, 20 e 52).

As Escrituras deixam claro que se alguém não se fizer como Paulo, prisioneiro de Jesus, em matéria de caráter, de doutrina e de esperança, não pode ser seu discípulo. Felizes e abençoados são os prisioneiros de Jesus! 

(Revista Ultimato – março de 2002, página 8)

 

Pr. Paulo Petrizi