OS CONQUISTADORES CAPACITADOS POR DEUS
 

            Em Josué 5:4 e 6 encontramos que todos os homens de guerra que saíram do Egito morreram sem tomarem posse da Terra Prometida. Todos os tais homens de guerra que morreram no deserto foram rejeitados pelo Senhor e perderam a condição de se tornarem conquistadores de Canaã, sendo que as únicas exceções foram Josué e Calebe, homens diferenciados pela fidelidade a Deus. 

 

            Temos entendido que ainda hoje o Senhor rejeita os homens de guerra. As características deles são bem realçadas na história do êxodo a partir do Egito e condensadas em Números 14. Basta citarmos um trecho deste capítulo para deixar claro o porque do Senhor haver rejeitado aqueles homens de guerra: Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e Arão e lhes disseram: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou neste deserto! Não nos seria melhor voltarmos ao Egito? E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos ao Egito. (...) Toda a congregação disse que os apedrejassem. (Nm 14:1-4 e 10).

 

            Eis os pecados que homens de guerra costumam cometer e que os desqualificam para as conquistas do Senhor: rebeldia, murmuração, incredulidade, idolatria e apostasia. Interessante que Deus utiliza o deserto para matar os homens de guerra, mas o mesmo deserto serve para formar os Seus conquistadores.

 

            Moisés, Josué e Calebe foram pessoas para quem o deserto serviu como escola. Quero citar ainda outros exemplos. O Senhor buscou a Davi, oitavo filho de Jessé, para fazer dele um conquistador (I Sm 16:11-13). O Senhor encontrou Gideão, moço despretensioso,  para fazer dele um guerreiro valoroso (Jz 6:11-16). Jesus alistou a Simão Pedro, quando este se julgou indigno de andar com o Senhor, e fez dele um pescador de homens (Lc 5:8-11). O Senhor convocou a Saulo de Tarso, transformando radicalmente sua vida, fazendo dele apóstolo para os gentios (Atos 9:1-9). Jesus operou poderosamente na vida de Maria Madalena, libertando-a de sete demônios e tornando-a uma discípula muito abençoada (Mc 16:9).

 

            Que o Senhor nos capacite a sermos Seus conquistadores deste tempo.

 

 

Pr. Paulo Petrizi