FÉ E OBRAS

Estudos na Epístola de Tiago

 

LIÇÃO XII - A ORAÇÃO NA VIDA DA IGREJA

Texto: Tiago 5:13-20

 

Um dos primeiros assuntos do livro foi a oração (1:5) e estamos chegando ao último assunto também falando sobre a oração.

As informações daquela época que nos chegaram através dos historiadores, falam de Tiago como um homem dedicado á oração. Não é de se estranhar, portanto, que os limites do seu livro sejam esse assunto.

O trecho em foco se inicia com 3 perguntas que abrangem 3 tipos de pessoas: Complete o quadro:

 

            Pergunta                      /                          Tipo de pessoa

           A resposta a cada pergunta é a mesma: o que sofre deve orar; o contente deve orar; o enfermo deve chamar alguém para orar por ele.

            As orações do sofredor e do jubiloso são individuais.Agora Tiago mostrará a oração em grupo e intercessória.

            “Doente?...Chame os anciãos da igreja”.O termo “anciãos” originalmente era usado para designar pessoas de idade mais avançada. Depois o termo passou a designar pessoas de destaque na sociedade. O NT identifica os anciãos como “presbíteros”ou “bispos”. As atribuições a eles conferidas são as mesmas desempenhadas pelos pastores. A Igreja Primitiva possuía vários pastores, como acontece hoje em dia como ministério colegiado de algumas igrejas.

            “Ungindo-o com óleo”. A Igreja Católica tenta basear aqui a prática da Extrema-Unção. Porém, o texto aqui não trata da preparação para a morte, mas da “oração de fé que salvará o doente”.Perceba: não é o óleo que curará o doente, mas sim, a oração de fé.

            Qual é, então, a razão do óleo? Tiago é um autor prático e trata de questões objetivas. No Oriente o óleo sempre foi visto como possuidor de virtudes terapêuticas, com propriedades medicinais.( veja Is 1:6; Lc 10:34). Em suma, o que Tiago está fazendo é unir dois elementos velhos conhecidos nosso para combater a enfermidade: o remédio e a oração.

            Porém, lembre-se: Deus não curará todos os doentes por quem orarmos

 

            Além de orar uns pelos outros, devemos “confessar os nossos pecados uns aos outros.”A Igreja Católica novamente vê aqui uma justificativa para a confissão prestada ao sacerdote. O texto, porém não indica uma classe especial de ouvintes das confissões e tampouco diz que haja alguém capaz de perdoar pecados.

            Também não devemos pensar que se trata de confessarmos todos os nossos pecados aos outros. Isso certamente traria mais transtornos que benefícios! Aquem devemos, então confessar nossos pecados?

- às pessoas com as quais falhamos, para podermos nos reconciliar;

- a irmãos consagrados, sérios e equilibrados que não vão espalhar o que dissermos;

- a irmãos de bom nível espiritual que possam ajudar-nos.

 

            Por fim, Tiago nos remete a um exemplo de homem como qualquer um de nós , mas que conseguiu vitória através da oração: Elias. Ele não era impecável, mas nós podemos ser como ele: humanos com nossas deficiências, mas honestos e dependentes do Senhor!

 

            A Epístola de Tiago termina abruptamente. Não há quaisquer saudações pessoais ou despedidas. Suas palavras finais são uma exortação para desviar do erro os que se distanciaram dos caminhos do Senhor.

            Aqueles que caírem e, com isso, se desviarem não devem ser abandonados para morrer ou servir de assunto para nossas “fofocas”, mas devem ser recuperados através da ajuda dos crentes. Não há aqui qualquer palavra contrária à disciplina na igreja. Ela é bíblica. Mas, a exortação é no sentido de que somos responsáveis uns pelos outros e quando recuperamos um irmão desviado estamos livrando-o da morte.Essa é a vontade de Deus para o seu povo!

 

 

O DESAFIO DE TIAGO:

Nossa vida deve ser controlada pela Palavra de Deus

Precisamos ter uma compreensão do mundo segundo a ética de Deus

Devemos praticar a fé e não apenas acalentá-la

Religião não é apenas sentimentos ou liturgia: é matéria de vida

     

SEDE CUMPRIDORES DA PALAVRA, E NÃO SOMENTE OUVINTES!”

 

Paulo Rogério Petrizi